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Família Real Britânica!

The Best Royal Weddings!

Nenhuma outra Família Real supera a Família Real Britânica no que diz respeito à celebração de casamentos. Este facto remonta, talvez, à Época Vitoriana, mais concretamente, ao casamento da Rainha Victoria e do Príncipe Albert – um matrimónio considerado, por muitos, o primeiro casamento celebrado por amor da História (pelo menos da História da realeza/ nobreza). Ainda assim, vale a pena referir que, apesar de grande parte da população mundial “olhar” para a Rainha Victoria e para o Príncipe Albert como o primeiro casal romântico da realeza, a verdade é que esse título pertence a um casalinho bem português – D.Fernando e Dª Leonor Teles (que casaram, muito antes, em 1372).

 

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Os casamentos da Realeza Britânica, para além de serem acompanhados e relatados, ao segundo, em todo o Mundo, são, também, uma fonte (quase!) inesgotável de tradições e simbologias próprias do dia do "sim".

 

Breve História

 

O Reino Unido (oficialmente, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte) é um estado soberano insular.

A terra de William Shakespeare, John Lennon, Isaac Newton e de inúmeros nomes famosos das artes, das ciências e da política é formado por uma união política de quatro países: Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales.

 

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O Reino Unido é, simultanemente, uma monarquia constitucional e um sistema parlamentar. Tradução: o chefe de Estado é a Rainha Elizabeth II (que, apesar de fazer parte do processo político da nação, limita-se a seguir as “recomendações” do Gabinete que comanda o Parlamento), enquanto o Chefe de Governo (primeiro-ministro) é um membro do parlamento (que exerce a função de chefiar o Poder Executivo).

Este Estado Insular foi, outrora, o maior império da História (possuindo, no seu auge, quase um quarto da superfície terrestre!). Devido a este império colonial, o Reino Unido tem, ainda hoje, catorze territórios ultramarinos, tendo, também, uma forte influência em todo o mundo, através do idioma, cultura e sistema judicial.

 

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Da “queda” do Império Britânico surgiu a Commonwealth (liderada, atualmente, pela Rainha Elizabeth II), uma organização intergovernamental, composta pelos 53 países membros que faziam parte do Império Britânico (com a exceção de Moçambique, Ruanda e Namíbia), que tem como principal objetivo promover a democracia e o desenvolvimento social (através da luta contra a discriminação e a pobreza, e a defesa da liberdade individual e do livre comércio).

O Reino Unido é a sexta maior economia do mundo, tendo sido, durante os séculos XIX e XX, a principal potência do mundo.

 

 

Royal Weddings

 

Rainha Victoria e Príncipe Albert

 

Victoria era a única filha do príncipe Edward (o quarto filho do Rei George III).

As probabilidades de se tornar Rainha eram bastante reduzidas. No entanto, como os seus tios paternos morreram sem deixar descendência legítima, e uma vez que o seu pai e avô também já haviam falecido (em 1820), Victoria herdou o trono em 1838 (após a morte do tio, William IV).

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Em 1836, o Rei Leopold, da Bélgica, sugeriu que a mãe de Victoria, a Princesa Victoria de Saxe-Coburg-Saalfelda (sua irmã) convidasse o sobrinho, Príncipe Albert, para uma visita, com o propósito de o apresentar à futura Rainha de Inglaterra. Segundo os diários escritos por Victoria ao longo dos anos, a atração entre os dois primos foi imediata.

Victoria chegou, mesmo, a escrever ao Rei Leopold (seu tio), a seguinte mensagem de agradecimento:

 

Obrigada por ter contribuido para a minha perspectiva de grande felicidade na pessoa do querido Albert. Ele possui todas as qualidades que alguém poderia desejar. É sensível, gentil, bom, amável e tem, para além disso, a melhor e mais agradável aparência física.
Thank you for the prospect of great happiness you have contributed to give me, in the person of dear Albert. He possesses every quality that could be desired to render me perfectly happy. He is so sensible, so kind, and so good, and so amiable too. He has besides the most pleasing and delightful exterior and appearance you can possibly see.

 

 

O casal voltou a ver-se em outubro, de 1839. Nessa altura, Victoria já era Rainha de Inglaterra.

Segundo o protocolo real, ninguém de estrato social inferior ao da Rainha está habilitado a pedi-la em casamento (ou seja, apenas um Rei pode fazer o pedido).

Devido a esta regra, o pedido de casamento foi feito, não pelo Príncipe Albert, mas pela Rainha Victoria.

 

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O casamento realizou-se no dia 10 de fevereiro de 1840, na Capela Real, do Palácio de São Jaime, e contrariou a tradição estabelecida até então, visto que a boda contou com uma procissão real (para que o povo pudesse participar na festa) e com um número nunca antes visto de convidados.

 

 

O vestido escolhido pela noiva também quebrou a tradição (e iniciou outra!). Victoria substituiu o típico vestido de veludo vermelho pelo famoso vestido branco que, para além de enfatizar o seu estatuto de pureza e inocência, tornava-a mais fácil de detetar pelo público que se reuniu nas ruas (desde as oito da manhã!) para a ver.

A Rainha usou, ainda, um colar de diamantes, um broche de safiras (oferecido pelo noivo) e um véu com mais de cinco metros de extensão.

Este casamento real deu início a mais uma tradição: o bolo de casamento branco, uma vez que a Rainha escolheu um bolo com glacé branco (com cerca de três metros de diâmetro!), tornando este bolo uma presença assídua nas festas de casamento das várias classes sociais.

 

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Rei George V e Princesa Mary, de Teck

 

Tal como havia acontecido com a sua avó (Rainha Victoria), não era expectável que George subisse ao trono. O segundo filho do Rei Albert Edward tinha à sua frente, na linha de sucessão, o irmão Albert Victor. No entanto, a morte precoce do Príncipe Herdeiro colocou-o, diretamente, na linha do trono.

George passou grande parte da juventude ao serviço da Marinha Real Britânica, sob as ordens do seu tio, o Príncipe Alfred, em Malta. Foi nesta ilha do sul da Europa que o futuro Rei de Inglaterra conheceu a prima e princesa Marie, de Edinburgo. Apesar de ter a aprovação da avó e do pai, a discórdia entre as mães destes dois apaixonados fez com que Marie recusasse o pedido de casamento de Albert, acabando por se casar com Ferdinand, o futuro Rei da Roménia.

 

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Em novembro de 1891, Albert Victor (o seu irmão mais velho) ficou noivo da Princesa Mary, de Teck. Contudo, no dia 14 de janeiro de 1892, Albert Victor morreu vítima de pneumonia.

George e a Princesa Mary partilharam o período de luto e acabaram por se aproximar.

Um ano após a morte do irmão, George pediu Mary em casamento.

Para que nada faltasse à futura Rainha de Inglaterra, Mary recebeu um novo enxoval (uma vez que o do anterior noivado estava desatualizado).

A roupa e os acessórios de moda eram todos Made in Britain e foram fabricados em larga escala, visto que a noiva escolheu cerca de quarenta vestidos de exterior, quinze vestidos de baile, diversos chapéus, sapatos e todo o tipo de peças acessórias.

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O casal casou no dia 6 de julho de 1893, na Capela Real, do Palácio de São Jaime, em Londres.

George e Mary permaneceram fiéis e devotos, um ao outro, partilhando cartas de amor ao longo do casamento.

 

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Edward VIII e Wallis Simpson

 

O filho mais velho do Rei George V e da Raínha Mary ficou conhecido, na História, pela crise constitucional que causou no país, apenas alguns meses depois de subir ao trono, ao pedir em casamento uma americana divorciada (duas vezes), Wallis Simpson.

 

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O Rei George V chegou mesmo a demonstrar o seu desagrado relativamente aos vários affairs do filho ao afirmar:

 

 

Depois de eu morrer, o rapaz vai cair em desgraça em doze meses.
After I am dead, the boy will ruin himself in twelve months. 

 

 

Edward foi rei durante menos de um ano (326 dias, para sermos exatos). Em dezembro de 1936, o rei abdicou do trono para se casar com a mulher que amava.

 

Considerei ser impossível carregar o pesado fardo da responsabilidade e cumprir os meus deveres de rei, como gostaria de fazer, sem a ajuda e suporte da mulher que amo.

 

 

 

 

 

 

 

I have found it impossible to carry the heavy burden of responsibility and to discharge my duties as king as I would wish to do without the help and support of the woman I love.

 

– Edward, após a abdicação

 

 

O irmão mais novo assumiu o trono e Edward tornou-se Duque de Windsor.

O ex-rei casou-se com Wallis, no dia 3 de junho de 1937, no Château de Candé, em França. Nenhum membro da Família Real esteve presente no casamento.

 

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A noiva usou um vestido azul, da marca americana Mainbocher; a cor escolhida passou a ser conhecida como “Wallis Blue”.

Wallis usou, ainda, um chapéu de palha azul, da marca Caroline Reboux, e luvas de seda azul (criadas a partir do mesmo tecido do vestido).

 

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Em 1950, Wallis Simpson ofereceu o vestido ao Metropolitan Museum.

 

 

Rei George VI e Elizabeth I

 

George VI (tratado, pela familía, pela alcunha “Bertie”, devido ao nome de nascença: Albert), tal como tinha acontecido com a bisa-avó, e com o pai, não era o sucessor expectável ao trono do Reino Unido.

Ainda assim, o pai, George V, chegou a afirmar o seguinte:

 

Rezo a Deus para que o meu filho mais velho [Edward] nunca case e tenha filhos, e que nada aconteça a Bertie, Lilibet [alcunha associada à atual Rainha de Inglaterra, Elizabeth II] e ao trono.

 

 

 

 
 
I pray to God that my eldest son will never marry and have children, and that nothing will come between Bertie and Lilibet and the throne.

 

Ao contrário do irmão, George sempre teve uma vida regrada, servindo a Marinha Real Britânica e a Força Aérea Real Britânica durante a Primeira Guerra Mundial.

 

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O Príncipe conheceu Elizabeth Bowes-Lyon (a filha mais nova de um lorde inglês) durante a infância, mas apenas a voltou a reencontrar em 1920. Desde esse reencontro, o Príncipe ficou determinado em casar com ela.

A futura Rainha de Inglaterra recusou o pedido de casamento de George (na altura Albert), não uma, mas duas vezes (1921 e 1922), por não estar preparada para fazer os sacrificios necessários para pertencer à Família Real Britânica.

 

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Nunca, nunca mais poder ser livre de pensar, falar e agir como realmente quero.
Never, never again to be free to think, speak and act as I feel I really ought to.
– Elizabeth Bowes-Lyon

 

 

Quando o Príncipe declarou que não iria casar com mais ninguém, a não ser com Elizabeth, a mãe (Rainha Mary) decidiu conhecer, com os seus próprios olhos, a “dona” do coração do filho. A Rainha visitou Elizabeth Bowes-Lyon, em Glamis, e constatou que, de facto, Elizabeth era “a única rapariga que poderia fazer Bertie feliz” ("the one girl who could make Bertie happy").

Em janeiro de 1923, Elizabeth aceitou o terceiro pedido de casamento do Príncipe. O noivado foi visto como um gesto moderno, uma vez que Elizabeth, apesar de pertencer a uma família nobre, não fazia parte de qualquer Família Real (e, na altura, era expectável que os príncipes casassem com princesas de outras Famílias Reais).

 

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O casal casou no dia 26 de abril de 1923, na Abadia de Westminster.

Segundo o The Times, o vestido escolhido pela noiva foi “o mais simples alguma vez visto num casamento real".

Elizabeth usou, também, um véu emprestado pela Rainha Mary.

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O casamento de George e Elizabeth inciou várias tradições, nomeadamente a oferta do bouquet de noiva ao Túmulo do Soldado Desconhecido (Elizabeth, ao entrar na Abadia, parou junto ao Túmulo do Soldado Desconhecido onde deixou o seu ramo de noiva, homenageando o irmão, que morreu na Batallha de Loos, e todos os soldados que morreram na Primeira Guerra Mundial).

Este gesto tornou-a a primeira noiva real a caminhar até ao altar sem bouquet.

 

A outra tradição diz respeito às alianças. O anel de casamento de Elizabeth, das filhas (Rainha Elizabeth II e Princesa Margaret), da neta (Princesa Anne) e da Princesa Diana eram todos feitos a partir da mesma pepita de ouro, proveniente de uma mina do País de Gales. Atualmente, as alianças reais são feitas a partir de uma peça de ouro galês, oferecida pela Royal British Legion, em 1981, à Rainha Elizabeth II.

 

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Rainha Elizabeth II e Príncipe Philip

 

O casamento de Elizabeth e de Philip foi uma lufada de ar fresco para os britânicos. Com o final da Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha estava empobrecida e desmoralizada. A boda da filha mais velha do Rei George VI anunciava, assim, o prenúncio de novos e melhores tempos.

 

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Elizabeth e Philip, primos em segundo grau, conheceram-se em 1934. Na altura, a atual Rainha de Inglaterra tinha apenas oito anos.

Com treze anos de idade, em 1939, Elizabeth voltou a reencontrar Philip (agora com dezoito anos) no Colégio da Marinha Real Britânica, em Dartmouth.

Segundo os relatos, a futura Rainha apaixonou-se pelo primo durante esse encontro e o casal começou a trocar cartas.

 

Em 1946, Philip pediu a mão de Elizabeth em casamento. O Rei George VI concordou, mas com uma condição: que o noivado só acontecesse quando Elizabeth completasse vinte e um anos de idade.

Apesar da aprovação real, a verdade é que muitos cidadãos e políticos temiam as relações de Philip com a Grécia, Países Baixos e Alemanha (e uma potencial ligação com o regime nazi). Contudo, assim que se tornou noivo de Elizabeth, Philip abdicou dos seus títulos reais gregos e dinamarqueses, e adoptou a nacionalidade britânica.

 

O casamento realizou-se no dia 20 de novembro de 1947, na Abadia de Westminster, e teve vários “contratempos”:

- O vestido de casamento apenas foi entregue, no Palácio de Buckingham, na véspera do casamento.

- Na manhã da boda, a tiara de Elizabeth partiu-se.

- Philip foi mandado parar pela polícia, por conduzir em excesso de velocidade, no centro de Londres, no dia do jantar de ensaio.

Mary Evans - Illustrated London News

 

 

Desculpe Sr.Agente, mas tenho um compromisso com o arcebispo de Canterbury.

 

 
 
I’m sorry officer, but I’ve got an appointment with the Archbishop of Canterbury.

– Philip, como resposta à ordem de paragem feita pelo agente da polícia.

 

 

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O responsável pela confeção do vestido de noiva foi o estilista Norman Hartnell.

Devido à intensa curiosidade da imprensa, Hartnel chegou a pintar as janelas do seu atelier com tinta branca, de forma a evitar que o vestido fosse fotografado.

Feito de cetim, o vestido de estilo princesa era composto por um corpete justo e uma cauda com cerca de 4,5 metros, decorada com rosas brancas de cetim, pérolas, flores de laranjeira e jasmim.

 

 

Carta escrita pelo Rei George VI à filha, Elizabeth II

 

Fiquei tão orgulhoso e emocionado por te ter tão perto de mim na nossa longa caminhada pela Abadia de Westminster. Mas quando entreguei a tua mão ao arcebispo, senti que havia perdido algo muito precioso (...) Vi-te crescer, todos estes anos, com orgulho, sob a direção hábil da Mamã que, como sabes, é a pessoa mais maravilhosa no mundo aos meus olhos. Sei que posso sempre contar contigo, e agora com o Philip, para nos ajudares no nosso trabalho. A tua partida deixou um grande vazio nas nossas vidas. Mas lembra-te que a tua antiga casa ainda é tua, e volta sempre que possível. Consigo ver que te sentes totalmente feliz com o Philip, o que é certo, mas não te esqueças de nós, é este o desejo do teu sempre amoroso e dedicado ... Papá.
I was so proud and thrilled at having you so close to me on our long walk in Westminster Abbey. But when I handed your hand to the Archbishop, I felt I had lost something very precious (…) I have watched you grow up all these years with pride under the skillful direction of Mummy, who, as you know, is the most marvelous person in the world in my eyes, and I can, I know, always count on you, and now Philip, to help us in our work. Your leaving us has left a great blank in our lives. But do remember that your old home is still yours and do come back to it as much and as often as possible. I can see that you are sublimely happy with Philip, which is right, but don't forget us, is the wish of your ever loving and devoted... Papa.

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O casamento da Rainha Elizabeth II e do Príncipe Philip é o matrimónio mais longo da Realeza Britânica.

 

Mary Evans - Picture Library

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Princesa Margaret e Antony Armstrong

 

A irmã mais nova da Rainha Elizabeth II ficou conhecida pela sua rebeldia e irreverência.

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Desde a infância que a Princesa atraía para si a atenção do público, um facto que preocupava bastante a educadora e governanta das princesas, Marion Crawford, uma vez que entendia que este facto colocava em segundo plano a herdeira ao trono. No entanto, Elizabeth pareceu nunca se incomodar com a atenção concedida à irmã, em festas e bailes.

 

Oh, é muito mais fácil quando Margaret está. Toda a gente se ri do que ela diz.

 

 

 

 

Oh, it´so much easier when Margaret´s there. Everybody laughs at what Margaret says.

 

– Elizabeth II

 

Com a morte do pai, em 1952, a Princesa passou a tomar sedativos e mudou-se com a mãe para Clarence House (a residência real em Londres). Foi nesta altura que Margaret passou a conviver de forma regular com Peter Townsend, um ex-oficial da Força Aérea Real, que ocupava o posto de Master of the Household, ao serviço da Rainha-Mãe.

Em 1953, Margaret informou a irmã que pretendia casar com Peter Townsend. No entanto, o facto de o ex-oficial da Força Aérea ser divorciado (e ter dois filhos) não foi bem visto pela esfera política, nem pelo Clero.

Devido à pressão e mediatização à volta do caso, Margaret emitiu um comunicado, no dia 31 de outubro de 1955, a informar que, por respeito às normas da Igreja Cristã, e pelo dever que tinha à Commonwealth, o seu casamento com Peter Townsend não se iria realizar.

 

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Em 1958, a Princesa conheceu o fotógrafo Antony Armstrong numa festa; um ano depois, o casal anunciou o noivado. Segundo a imprensa, Margaret terá aceitado o pedido de casamento um dia depois de saber que Peter Townsend iria casar com Marie-Luce Jamagne (uma belga com as mesmas características físicas da Princesa).

 

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O casamento realizou-se no dia 6 de maio de 1960 e foi o primeiro casamento real a ser transmitido na televisão.

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O vestido de noiva foi feito pelo estilista que já tinha vestido a Rainha Elizabeth II no dia do seu casamento, Norman Hartnell.

O casamento da Princesa Margaret e do fotógrafo Antony Armstrong foi bastante conturbado. De acordo com os relatos, a Princesa teve vários casos amorosos.

No dia 11 de julho de 1978, o processo de divórcio (iniciado em 1976) foi finalizado.

 

 

Príncipe Charles e Diana Spencer

 

O casamento do Príncipe Charles e Diana Spencer foi (e ainda é) um dos assuntos mais comentados em todo o mundo.

O Daily Report declarou que “o mundo inteiro parou para ver o casamento do Príncipe de Gales e Lady Diana Spencer”.

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O casal conheceu-se em 1977, quando Charles (29 anos) visitou a família de Diana (16 anos), em Althorp. Segundo os rumores, na altura, o Príncipe estava romanticamente envolvido com a irmã mais velha de Diana, Sarah.

Por volta de 1980, Charles começou a ver Diana como uma potencial candidata a noiva. O período de namoro foi curto e em fevereiro de 1981 Charles pediu Diana em casamento.

Apesar de a maioria das pessoas que pertencia ao círculo intímo e familiar dos noivos afirmar que Diana estava apaixonada pelo Príncipe, a verdade é que Charles não demonstrava o mesmo tipo de sentimentos para com a futura Princesa do Povo.

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A cerimónia de casamento realizou-se no dia 29 de julho de 1981, na Catedral de São Paulo, em Londres, e foi considerada o “Casamento do Século”.

O casal de estilistas David e Elizabeth Emanuel foi o escolhido para a confeção do vestido de noiva.

 

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Feito a partir de tafetá marfim e meticulosamente bordado com lantejoulas, renda e pregas, o vestido de Diana Spencer tornou-se icónico, elevando o patamar dos vestidos de noiva reais a um nível nunca antes visto.

 

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Com uma cauda com mais de 7 metros de comprimento (e um véu ainda mais extenso!) o modelo superou todas as expectativas.

 

A noiva usou, ainda, a tiara Spencer (uma joia de família com mais de cem anos), contrariando a indicação da Rainha Elizabeth II, que sugeriu que a noiva usasse a tiara Cambridge Lover’s Knot.

O casamento contou com a presença de três mil e quinhentos convidados e teve alguns momentos caricatos: Diana, acidentalmente, trocou a ordem dos nomes do noivo, durante os votos; outra curiosidade foi a eliminação da promessa de “obedecer” ao marido, na parte dos votos (uma supressão que, na altura, provocou espanto e admiração um pouco por todo o mundo).

 

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A diferença de idades (de treze anos), a incompatibilidade do casal e os vários casos extraconjugais ditaram a separação formal de Charles e Diana em 1992; o divórcio apenas aconteceu em 1996 (um ano antes da morte da Princesa).

 

No dia 9 de abril de 2005, Charles casou com Camilla Parker Bowles (que se divorciou, oficialmente, do marido, em 1998).

O Príncipe de Wales foi o primeiro membro da Família Real Britânica a ter uma cerimónia civil, em vez de um casamento religioso.

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Príncipe William e Kate Middleton

 

William e Kate conheceram-se na Faculdade de St. Andrews (a universidade mais antiga da Escócia e uma das mais antigas do Reino Unido), em 2001.

O casal começou a namorar em 2003, aumentando a curiosidade da imprensa e levando o Príncipe a pedir, formalmente, à imprensa que respeitasse o espaço e a liberdade de Kate Middleton.

 

Em abril de 2007, William e Kate separaram-se. No entanto, em junho do mesmo ano, o casal foi visto, novamente junto, em vários eventos sociais.

O pedido de casamento aconteceu em 2010, durante uma viagem de dez dias ao Lewa Wildlife Conservancy (um Santuário de Vida Selvagem), no Quénia.

O famoso anel de safira e diamantes oferecido pelo Príncipe a Kate pertencia à mãe, Diana Spencer.

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O casamento realizou-se na Abadia de Westmisnter, no dia 29 de abril de 2011 (dia de Santa Catarina, curiosamente).

O vestido da noiva foi confecionado pela estilista Sarah Burton, da marca inglesa Alexander McQueen, combinando a tradição e a modernidade num modelo único.

 

Inspirado nos vestidos da Época Vitoriana, o vestido apresentava uma cintura estreita ligeiramente acolchoada, uma cauda com mais de dois metros de comprimento e aplicações de renda, na saia e no corpete, totalmente bordadas à mão.

 

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O ramo de noiva continha murta (uma tradição que remonta ao casamento da filha mais velha da Rainha Victoria), lírios-do-vale, jacintos e sweet William (William Doce, traduzido à letra).

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Kate usou, ainda, um segundo vestido para o copo d´água. O modelo teve, também, a assinatura Alexander McQueen e caracterizou-se pela ausência de alças, assim como pelos detalhes na cintura.

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Alguns meses após a boda foi instituída a lei da primogenitura absoluta, uma lei que torna possível que o descendente mais velho do monarca seja o herdeiro ao trono, independentemente do seu género. Desta forma, caso o primeiro filho do casal fosse do sexo feminino seria, mesmo assim, o próximo na linha de sucessão, logo a seguir ao pai.

William e Kate têm três filhos: George (6 anos), Charlotte (4 anos) e Louis (1 ano).

 

 

Príncipe Harry e Meghan Markle

 

O filho mais novo do Príncipe Charles e de Diana Spencer casou no dia 19 de maio de 2018 com a ex-atriz norte-americana, Meghan Markle.

Harry foi, durante a juventude, alvo de interesse por parte da imprensa inglesa e internacional, devido ao seu comportamento contrário às normas e aos protocolos reais.

Caracterizado como o “Filho Rebelde”, Harry era presença assídua em festas e clubes noturnos.

 

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Em junho de 2016, Harry e Meghan conheceram-se num blind date (encontro às cegas) organizado por amigos em comum.

A relação do Príncipe com a ex-atriz suscitou um enorme interesse na imprensa, uma vez que Meghan Markle já tinha sido casada; Meghan chegou, mesmo, a ser vítima de difamação e de comentários sexistas e racistas, levando a Família Real Britânica a emitir um comunicado em defesa da futura esposa do Príncipe.

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O casamento realizou-se na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor.

 

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O vestido usado por Meghan Markle foi criado pela designer Clare Waight Keller, da famosa marca Givenchy.

O modelo minimalista era composto por um decote de barco, mangas de 3/4 e um véu com quase cinco metros (onde estavam representados os cinquenta e três países da Commonwealth). Meghan usou, ainda, uma tiara de diamantes emprestada pela Rainha Elizabeth II.

 

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Ao contrário do que aconteceu com o casamento do Príncipe William e Kate Middleton, não foram convidados líderes políticos, mas sim várias caras conhecidas do mundo do cinema e da televisão.

 

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Para o copo d´água, Meghan optou por usar um vestido com assinatura Stella McCartney.

 

No dia 8 de janeiro de 2020, o casal anunciou que queria abandonar o estatuto de membros reais da Família Real Britânica, e ser economicamente independente. O caso ficou conhecido como “Megxit” (numa alusão ao Brexit e ao nome “Meghan”).

 

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Princesa Eugenie e Jack Brooksbank

 

A filha mais nova do Príncipe Andrew e de Sara Ferguson, Duquesa de York, casou com o namorado de longa data, Jack Brooksbank, no dia 12 de outubro de 2018.

O casal começou a namorar em 2010 depois de se terem conhecido numa estância de ski, em Verbier, na Suíça.

Jack Brooksbank chegou a ser gerente do clube noturno Mahiki, em Londres, conhecido por ser frequentado pelos príncipes William e Harry, durante a juventude.

O casamento realizou-se na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, e contou com cerca de oitocentos convidados, entre eles cantores, atores e modelos como Naomi Campbell, Cara Delevingne, Ellie Goulding, Demi Moore e Kate Moss.

 

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Os noivos fizeram questão que a cerimónia fosse um casamento plastic-free, alertando, assim, para a importância da adoção de medidas e comportamentos responsáveis e sustentáveis.

 

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O vestido da noiva foi confecionado pelos estilistas Peter Pilotto e Christopher de Vos.

O design do vestido apresenta um decote que se dobra ao redor dos ombros e uma cauda longa.

O modelo exibe um decote em V na zona lombar, uma vez que a Princesa quis revelar a cicatriz que tem nas costas (como consequência da intervenção cirúrgica a que foi submetida para corrigir uma escoliose).

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Acredito que as cicatrizes contam uma história sobre o nosso passado e sobre o nosso futuro, e ajudam-nos a eliminar tabus.
I believe scars tell a story about your past and your future and it´s a way of getting rid of a taboo.

 

– Princesa Eugenie.

 

 

Ao contrário da maioria das noivas reais, a Princesa optou por não usar véu, usando, apenas, a tiara Greville Emerald Kokoshnik, do acervo da Rainha Elizabeth II.

 

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Princesa Beatrice e Edordo Mapelli Mozzi

 

O casamento da Princesa Beatrice com o milionário Edoardo Mapelli Mozzi (descendente da aristocracia italiana) estava, inicialmente, marcado para o dia 29 de maio de 2020. No entanto, devido à pandemia COVID-19, o casal optou por adiar a grande festa que, segundo os planos, se iria realizar na Capela Real (no Palácio de St. James, em Londres), seguido do copo d’água nos jardins do Palácio de Buckingham.

Beatrice e Edoardo escolheram, assim, celebrar o dia do casamento numa cerimónia íntima, no dia 17 de julho de 2020.

 

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Benjamin Wheeler

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A cerimónia realizou-se na Capela de Todos Os Santos, em Windsor – uma capela neo-gótica, construída por George IV, no início do século XIX – e contou com a presença de um número bastante restrito de convidados.

 

A Princesa decidiu aderir às práticas sustentáveis e “pediu emprestado” o vestido usado pela avó (a Rainha Elizabeth II) na estreia do filme Lawrence of Arabia (1962).

 

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O modelo vintage, criado por Norman Hartnell (o mesmo estilista responsável pelo vestido de noiva da Rainha, em 1947), apesar de manter os traços e características da década de 60, foi alvo de pequenas alterações, transformando-se num vestido refrescante e moderno.

Angela Kelly (a costureira privada da Rainha) adicionou ao modelo (feito de tafetá e decorado por diamantes e cetim) as famosas mangas puff.

 

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Para além de recorrer ao guarda-roupa da avó, Beatrice decidiu “visitar”, também, o acervo de joias da Rainha e usou a icónica tiara Mary (a mesma que a soberana usou quando se casou com o Duque de Edimburgo).