I Love Brides

Num ano “não” disseram “sim”

Sara e José Pedro em entrevista…

Em tempos tão incertos a única certeza era casar. Para a Sara e para o José Pedro era impensável continuar a adiar um sonho. Ficaram noivos em 2018 e nada fazia prever que o casamento aconteceria quase três anos depois. Mas aconteceu! E em conversa com a I LOVE Brides ficamos a saber todos os pormenores daquela que foi uma cerimónia intimista, mas cheia daquilo que ambos imaginavam: Amor!

 

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ILB: Assim que o José Pedro ouviu o “sim” da Sara como é que imaginou o seu casamento?

José Pedro: Acho que imaginei de todas as formas menos daquela que acabou por acontecer. Sempre quisemos algo dentro da norma com a nossa família e amigos.


ILB: E a Sara, como noiva, quais eram os planos e sonhos para o grande dia?

Sara: Eu sou cristã e o José Pedro também por isso fazia sentido para nós casar pela igreja. Sempre quis que fosse o mais tradicional possível e, sobretudo, que estivéssemos rodeados de todas as pessoas que nos dizem algo.

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ILB: A pandemia dificultou muitos casamentos e o vosso, infelizmente, não foi exceção… A partir de que momento sentiram a necessidade de repensar e rever algumas das coisas inerentes ao casamento (local, fornecedores, convidados, …)?

Casal: A nossa primeira data apontava para dia 4 de abril de 2020, mas como seria de esperar tivemos de adiar. Marcamos para dia 5 de dezembro do mesmo ano e acreditamos sempre que seria possível mesmo com o uso da máscara, do distanciamento e da higienização das mãos, mas a duas semanas dessa data percebemos que não conseguiríamos casar nas mesmas condições. Conversámos e começamos a ponderar casar nessa mesma data, mas de uma forma diferente. Optamos por casar pelo civil e depois fizemos uma pequena celebração só com os nossos pais, irmãos e padrinhos. Algo íntimo, mas cheio de significado para nós.


ILB: Enquanto noivos o que é que vos custou mais: verem-se “obrigados” a tomar uma decisão ou o processo logístico?

Casal: De uma forma geral… foi tudo. Mas a parte processual talvez tenha sido a mais stressante sobretudo porque começamos a pensar na possibilidade de não conseguir ter todos os fornecedores que inicialmente tínhamos contratado. Não queríamos passar por todo o processo outra vez.


ILB: O que é que era impensável alterar?

Sara: Nós contratamos uma serie de fornecedores de que não queríamos abrir mão. E de todos eles acho que a quinta era algo que não dispensaríamos, mesmo! É muito difícil arranjar um espaço para o copo d’água… Não havia muitas datas e aquele era O espaço! Infelizmente não celebramos na quinta, mas assim que conseguirmos fazer o casamento religioso vamos poder usufruir desse espaço.


ILB: Era importante terem uma grande festa?

José Pedro: Sim. Em boa verdade o casamento é para os noivos, mas é bom celebrar com a família e amigos. E para nós havia essa necessidade, de partilhar o nosso amor com todas as pessoas que nos são queridas.


ILB: Sentiram que os profissionais a quem recorreram estiveram do vosso lado? Se, no fundo, vos ampararam e tranquilizaram em relação ao vosso casamento…

Casal: Sim. Felizmente sim. Os fornecedores estiveram sempre em contacto connosco o que acabou por nos dar algum alento. Tornaram isto mais fácil e deixaram-nos totalmente à vontade mesmo quando lhes perguntávamos se queriam que lhes déssemos um novo ‘sinal’. Estávamos muito solidários com eles até porque sabíamos o quão mau o ano estava a ser. Ainda assim foram excecionais. Conseguimos mantê-los e não pagamos mais do que estava acordado.

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ILB: O que é que sentiram quando finalmente disseram o grande “SIM!”?

Sara: Eu sempre disse que não queria casar pelo registo civil porque acho que é um momento pouco intimista e nada emotivo. Mas confesso que superou as minhas expectativas. A senhora que nos casou falou connosco de uma forma cordial e fluída. Da parte da tarde foi quando dissemos realmente “Sim!” com a celebrante e os nossos familiares. Foi muito comovente sobretudo porque tinha sido um ano desgastante. Foi o realizar de um sonho.


ILB: Houve alguma coisa que vos tenha ficado na memória desse dia?

Casal: Talvez a cerimónia com os nossos familiares… Foi o momento muito bonito e quem esteve presente sentiu isso tal como nós sobretudo porque a celebrante fez questão de tocar nos aspetos principais da nossa história e do nosso amor.


ILB: Fariam alguma coisa diferente se fosse hoje?

Casal: Não. Adoramos tudo!


ILB: Que conselho deixam aos noivos deste ano?

Casal: Avancem mesmo com restrições e incertezas. Muito provavelmente não vai ser o momento que idealizaram, mas será, certamente, especial e único. E quem sabe se não supera as expectativas. No nosso caso aconteceu!

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Depois de meio ano como marido e mulher, fica a confiança de que aquela foi a decisão certa. Onde existe amor, não existe dúvida!

Casem e sejam felizes.

 

Entrevista por: Ana Carneiro

Casal: Sara Oliveira Pereira e José Pedro Andrade

Espaço: Casa de Quinta | Flores: Centro Flor | Maquilhadora: Ana Ribeiro Atelier | Celebrante: Celebrar o Amor | Fotografia&Vídeo: Formosa Brigadeiro Fotografia | Grupo Musical: Triarte Música | Vestido de Noiva: Conceição Leite Atelier | Fato de Noivo: João Vilas Boas Gold